Prêmio Caio

Detalhe do Case

Prêmio Caio 20ª Edição

Case: Taça das Favelas

Final da Taça no Estádio do Pacaembu

Candidato: Globo
Cliente: CUFA
Segmento: Eventos
Estado:

A CUFA (Central Única das Favelas) é uma organização brasileira fundada há 20 anos, reconhecida nacional e internacionalmente nos âmbitos político, social, esportivo e cultural. Foi criada a partir da união entre jovens de várias favelas, principalmente negros, que buscavam espaços para expressarem suas atitudes, questionamentos ou simplesmente sua vontade de viver.

A CUFA promove atividades nas áreas da educação, lazer, esportes, cultura e cidadania, como grafite, DJ, break, rap, audiovisual, basquete de rua, literatura, além de outros projetos sociais. São as principais formas de expressão da CUFA e servem como ferramentas de integração e inclusão social.

A CUFA tem realizado diversas iniciativas em parceria ou com o apoio da Globo, dentre elas a Taça das Favelas, criada em 2012 no Rio de Janeiro e foi se expandindo para Minas Gerais, Ceará, Paraná, Brasília, Sergipe, Bahia, Pernambuco e Maranhão. Em 2019, foi realizada a primeira edição da Taça das Favelas em São Paulo.

Considerado o maior campeonato de futebol de campo entre favelas do mundo, com modalidades masculina e feminina, visa contribuir para a promoção da inclusão social através do esporte, influenciando positivamente a realidade de crianças e jovens brasileiros. Uma oportunidade de promover a integração das comunidades, a ressignificação do território e o fortalecimento da autoestima da juventude das favelas.

Mais de 100 mil jovens já participaram da competição, em suas diversas edições nos diferentes locais. O torneio se inicia com inscrição das favelas e dos atletas, passa pelas peneiras internas nas comunidades e segue com rodadas de jogos, até a grande final.

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Após a experiência da Taça das Favelas em 12 cidades, a organização sentiu-se preparada para realizar o campeonato em São Paulo, cidade com o maior número de favelas do Brasil.  Assim como em outros estados, o evento reafirmou seu objetivo de promover a inclusão social por meio do esporte e da competitividade. O foco foi trabalhar a autoestima dos jovens que vivem nessas comunidades e dar oportunidade para eles mostrarem o talento no futebol e a partir disso, uma chance de seguirem com a carreira profissional.

A Globo como parceira do projeto desde a primeira edição no Rio de Janeiro há oito anos, reforça sua estratégia de realizar e apoiar iniciativas para aproximar a marca do público, estabelecer um diálogo fora das telas e ampliar o relacionamento que as pessoas têm com a emissora. 

Para apresentar a grandiosidade do futebol de várzea de São Paulo ao público, a narrativa da cobertura da Globo para a Taça das Favelas em São Paulo, buscou levar ao público um novo olhar sobre a favela, longe dos noticiários policiais, mostrando uma outra face das comunidades e revelando seus jovens personagens.

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A Taça das Favelas em São Paulo teve seu pontapé inicial em 31 de janeiro, no Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu. O evento reuniu representantes das favelas, patrocinadores, parceiros, poder público, imprensa e os embaixadores do projeto: o rapper Dexter, a jogadora de basquete Marta e o pentacampeão Cafu.

Na oportunidade, que marcou o início do período de inscrições das favelas, a Globo lançou a primeira fase da campanha que convidava as comunidades a se inscreverem no torneio. O filme foi veiculado por quase um mês na grade de programação da Globo, colaborando com a inscrição de mais de 2.000 favelas, número recorde para a competição.

Após a escolha das favelas, os atletas passaram por um dia de peneira, para definir quem faria parte da seleção. A peneira aconteceu simultaneamente nas 96 favelas selecionadas e contou com a participação de 40 mil jovens, meninos e meninas, entre 14 e 17 anos. Durante os meses de fevereiro e março, os times passaram por workshops e um congresso técnico para apresentação das regras do campeonato.

Marcando a segunda fase do torneio, o filme de chamada com trilha escrita e produzida pelo rapper Dexter, convocava a população a prestigiar os jogos. Junto à campanha, o jornalismo e o esporte da Globo passaram a cobrir o campeonato com matérias semanais sobre os jogos, as histórias das comunidades e dos jogadores participantes.

Nas vésperas da grande final, além da cobertura do jornalismo e do terceiro filme de chamada, que divulgava a final do torneio, o entretenimento da Globo também entrou em campo para mostrar um pouco mais da história e sonhos de alguns dos jovens atletas dos times finalistas.

A Taça das Favelas de São Paulo terminou no dia 1º de junho, no Estádio do Pacaembu, com quase 40 mil pessoas presentes, consagrando os times Parque Santo Antônio (masculino) e Complexo Casa Verde (feminino) que levaram o troféu de campeões. Toda a emoção do desfecho do maior torneio entre favelas do mundo chegou ao público em cobertura e transmissão ao vivo inéditas pela Globo, SporTV e Globoesporte.com. 

Encerrando o ciclo da Taça das Favelas e celebrando os bons resultados da iniciativa, o documentário “Taça dos Sonhos”, produzido pela Globo, mostrou a saga dos jogadores da favela, revelou o cotidiano dentro de 11 comunidades carentes de São Paulo e como o esporte pode ser um meio de mudar a vida dessas pessoas.

 

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A Taça da Favelas reuniu mais de 2.800 jovens dos 14 aos 17 anos, entre meninas e meninos de 96 comunidades, em sua primeira edição na capital paulista. Após o fim do campeonato, mais de 20 atletas tiveram o sonho realizado, sendo selecionados para times profissionais como Palmeiras, São Paulo e Internacional.

Com uma ampla cobertura da Globo, o torneio ganhou visibilidade com os três filmes de chamada criados especialmente para o projeto, a veiculação de 19 chamadas para a transmissão da grande final,  mais de 90 inserções e oito flashes na programação e a produção de 37 matérias no Jornalismo, Esporte e Entretenimento, além de um documentário exibido na TV aberta, totalizando mais de 4 horas de conteúdo.

A transmissão ao vivo da grande final foi um grande sucesso de audiência, alcançando 17 pontos e 36% de share; 6 pontos acima da média de audiência e 11% a mais de participação do que costuma dar nas tardes de sábado.

Nas redes sociais, o jogo da final e o documentário exibido na semana seguinte, apresentaram um bom engajamento e interação, com mais de 1.000 depoimentos que reforçaram a importância da iniciativa como uma ação de inclusão social, cidadania e representatividade.

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